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A evolução do SEO ao longo dos anos

evolução do SEO

Os mecanismos de busca mudaram a forma como encontramos informações, fazemos pesquisas, compramos produtos e serviços, nos divertimos e nos conectamos com outras pessoas.

Por trás de quase toda busca online – seja um site, blog, rede social ou aplicativo – está um mecanismo de busca.

Afinal, eles se tornaram a força de conexão e o guia direcional para a vida cotidiana.

Mas como tudo isso começou?

Fiz uma linha do tempo de marcos notáveis ​​da história dos mecanismos de busca e da otimização deles. Dessa forma, você vai entender como essa tecnologia funciona e por que se tornou uma parte tão importante do nosso mundo.

Acompanhe um pouco mais da história do SEO. 

1990 – Archie: o começo de tudo

Em 1990, um estudante canadense chamado Alan Emtage criou a ferramenta Archie

O programa é considerado por muitos a primeira forma de fazer buscas na internet. Embora aparentemente primitivo, o Archie era um programa capaz de indexar sites públicos de FTP (File Transfer Protocol) para facilitar a vida dos usuários. 

Ele trazia as listas de diretório de todos os arquivos localizados em sites públicos anônimos. Assim, ele cria uma base de dados que permitia a busca por nomes de arquivos.

O Archie estimulou a inovação em tecnologias que operavam de forma semelhante à sua, como Veronica e Jughead, VLib, Gopher, entre outras. 

Essas tecnologias foram as pioneiras na indústria de pesquisa, mas logo foram substituídas por ferramentas mais avançadas.

1993 – Wandex: primeiro banco de dados de indexação de sites 

O primeiro motor de busca para a web foi criado e chamava-se Wandex. Ele foi idealizado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e foi o primeiro sistema a capturar os endereços das páginas (URLs), gerando a primeira base de dados de sites. 

Basicamente, era um programa automatizado que acessava e percorria os sites seguindo os links presentes nas páginas.

Excite: início da sofisticação nas buscas 

A Excite foi um projeto criado por seis alunos de graduação da Universidade de Stanford que tentaram usar a análise estatística das relações na linguagem comum para melhorar a relevância da indexação

O site, em vez de compilar os endereços, era um real buscador. Sendo assim, bastava o usuário digitar um termo desejado para que automaticamente a ferramenta realizasse uma busca dentro das demais páginas que continham a expressão indicada.

Conhecido como Architext – usava jornalistas para escrever breves comentários sobre os sites com o intuito de melhorar sua usabilidade quando comparada aos primitivos motores e diretórios de busca baseados em links. 

Até então, eles criaram a forma mais sofisticada de busca, sendo uma espécie de versão rudimentar do que conhecemos hoje.

1994 – Yahoo! e o boom dos motores de busca 

Em 1994, estudantes de universidades da Califórnia estavam focados num novo mercado que parecia cada vez mais promissor. Esse foi, provavelmente, o maior ano da história dos motores de busca. 

Dentro de um período de 1 ano, surgiram nomes icônicos do setor que prepararam o caminho para o Google, como Infoseek, AltaVista, WebCrawler, Yahoo! e Lycos.

Neste mesmo ano, dois alunos de engenharia elétrica da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, começaram a buscar na internet informações para um concurso sobre a Liga de Basquete Universitária. 

O que Jerry Yang e David Filo não imaginavam é que isso resultaria na criação de uma grande empresa de tecnologia, o Yahoo!

A dificuldade na pesquisa fez com que a dupla percebesse nessa lacuna uma oportunidade para criar um site de buscas capaz de filtrar as pesquisas e oferecer resultados mais precisos.

A novidade se espalhou pela instituição e o número de usuários do serviço de buscas cresceu absurdamente – tanto que eles precisaram pensar em uma maneira de monetizar sua tecnologia para aprimorá-la. 

Para tentar gerar renda e corresponder às expectativas dos investidores que haviam conseguido, os estudantes decidiram arriscar e começaram a disponibilizar espaço para anunciantes colocarem banners na página do Yahoo!. 

A novidade deu certo e mostrou que era possível ganhar muito dinheiro na internet. Esse foi o tiro de largada para as empresas que desejavam lucrar com esse mercado.

1995 – Cadê?: Brasil entra no mercado das pesquisas na web 

Enquanto o Yahoo! dominava o mercado mundial de buscas na internet, dois brasileiros resolveram tentar criar uma versão nacional desse tipo de site. 

Os estudantes de engenharia elétrica Gustavo Viberti e Fábio de Oliveira fizeram uma ferramenta de busca que foi um grande sucesso durante muitos anos, o Cadê?.

No início, o serviço lembrava bastante o começo do norte-americano Yahoo!, tanto pela sua interface, quanto pelas guias com categorias e subcategorias compiladas manualmente pela dupla de fundadores e pela aceitação de propagandas.

O site foi um marco no Brasil, mas com o passar do tempo a ferramenta foi comprada por várias empresas e atualmente pertence ao Yahoo! Brasil.

Até o final dos anos 1990, Cadê?, Yahoo! e Altavista dominaram o mercado de buscas brasileiro, até que o Google começou a ganhar popularidade no país.

Tela do Cadê? informando o número de acessos ao site que mostram o crescimento no período de 1 ano (Foto: Reprodução/PWI)

1996 – Google: o início de uma nova Era 

Os diretórios criados até então tinham um grande problema: as combinações de palavras não funcionavam bem e a maioria dos resultados era relacionado a publicidade de produtos que os anunciantes tentavam empurrar para os usuários.

Entretanto, um projeto de outra dupla de estudantes da Universidade de Stanford foi o pontapé inicial para o que se tornaria uma das maiores empresas de tecnologia do mundo

Na época, Larry Page e Sergey Brin pensavam sobre um sistema de buscas no qual a relevância tivesse um papel mais importante do que a quantidade de vezes que um termo aparecia na primeira página.

A ideia era relativamente simples: a quantidade de vezes que uma página da web era listada em outro site indicaria a medida de sua utilidade ou relevância para os usuários. 

Eles entendiam o link de um site para outro como uma espécie de recomendação. Dessa forma, surgia uma das métricas mais utilizadas por diversos buscadores atuais: o PageRank.

A dupla começou a trabalhar em um mecanismo de pesquisa chamado BackRub, que operou nos servidores de Stanford por mais de um ano, até que ocupou muita largura de banda e os estudantes precisaram sair e fundar a própria empresa. 

Em 1997, o Google finalmente foi registrado como um domínio.

Google em 1998

Além do novo modelo de ranquear conteúdos, o Google também causou um grande impacto na forma de ganhar dinheiro com publicidade na internet. 

Em vez de gerar spams e mostrar links aleatórios para os usuários conforme o valor pago pelos anunciantes, a companhia “roubou” a ideia de uma outra empresa chamada Idealab e a aprimorou: começou a separar resultados orgânicos dos anúncios

O problema com a “dona” do conceito original foi resolvido por meio de um acordo financeiro e aparentemente vantajoso para as duas corporações.

Para bancar o projeto, Page e Brin tentaram vender sua tecnologia inovadora para diversos concorrentes, entre eles a Excite. 

Uma curiosidade é que a Excite, que já estava no mercado de buscas há algum tempo, pensou em comprar ou licenciar a tecnologia do Google para ganhar a guerra contra o Yahoo!.

Mas a diretoria da entidade não achou que ela faria tanta diferença e acabou rejeitando a oportunidade de comprar o Google por “apenas” US$ 750 mil. Atualmente a empresa vale mais de US$ 385 bilhões.

Page e Brin continuaram melhorando sua tecnologia para atingir uma meta ambiciosa: eles queriam organizar toda a informação do mundo e torná-las facilmente acessíveis. 

E o plano deu certo: em 2000, o Google se tornou o maior motor de busca do planeta com cerca de 3,3 bilhões de pesquisas realizadas diariamente.

Infográfico da Smart Insights sobre a evolução do sistema de busca do Google entre 1997 e 2013

1996 – Metaminer / UOL 

Os estudantes de ciência da computação Victor Ribeiro e Nivio Ziviani, da Universidade Federal de Minas Gerais, criaram o Metaminer (também conhecido apenas como Miner). 

Como o próprio nome indica, o Metaminer é um site de Metabusca. Ou seja, um sistema de busca na web que permite ao usuário pesquisar em vários mecanismos simples, simultaneamente

Diferente dos serviços anteriores, ele não possui nenhum tipo de banco de dados.

De forma resumida, a plataforma “minerava” informações em outros 13 sistemas de buscas (como o Cadê? e Altavista) e as ordenava em diretórios. 

Em 1999, a dupla vendeu sua tecnologia para o grupo Folha/UOL e a Miner se tornou o principal mecanismo de busca do BOL.

1997 – Aonde 

No Brasil, outros nomes também merecem destaque nessa linha do tempo, e um deles é o Aonde.com.

Criado por um adolescente carioca de 14 anos, Edgard Nogueira, o site tinha cerca de 4 milhões de páginas visualizadas por mês. Ele chegou a ser avaliado em US$ 10 milhões – o investimento inicial do garoto foi de R$ 150.

Aonde.com permanece ativo até hoje.

1999 – Radix 

O Radix surgiu a partir de uma tese de doutorado desenvolvida no Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1999. 

Enquanto seus concorrentes da época, como o Cadê? e o próprio Yahoo!, trabalhavam com o conceito de diretórios e inserção manual de sites, o Radix.com já usava o cadastro e a indexação automática de páginas.

Além dos algoritmos automatizados de busca e indexação, recursos considerados modernos no final dos anos 1990, a empresa ficou famosa por usar a linguagem XML na manipulação e tratamento das informações.

Como o Google consegue permanecer no topo?

O Google não para. Sempre que anunciantes e especialistas em motor de busca aprendem a manipular seu sistema, a empresa faz atualizações

Quando novas tecnologias, como as mídias sociais, começam a desempenhar um papel importante e ativo em nossa forma de comunicação, o Google encontra uma forma de integrá-las no seu algoritmo para melhorar a relevância

A companhia tem um foco: a experiência do usuário e, por isso, quando os hábitos mudam, a companhia também muda.

Dessa forma, o Google continua sendo o motor de busca mais usado no mundo. 

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