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Conceitos essenciais de Marketing de Conteúdo para você saber

Quantos anúncios você viu hoje? É bem provável que não se lembre da maioria, acertei? Na era de muitas interrupções e pouco foco, é um desafio grande conquistar novos clientes. Por isso, entender os conceitos essenciais de Marketing de Conteúdo e aplicar essa estratégia pode ser um importante diferencial para o seu negócio se destacar.

E ouso dizer que fará muita diferença. Observe as grandes empresas, por exemplo. Elas já possuem um público fiel, é verdade. Talvez não precisem fazer muitos anúncios. Certamente, já são bastante lembradas na hora de uma decisão de compra. No entanto, não deixam de investir em conteúdos próprios em seu site, canal no YouTube ou no TikTok, por exemplo.

Você certamente já ouviu falar na marca Starbucks, que tem cafeterias pelo mundo todo. É, definitivamente, uma marca conhecida nesses lugares. Talvez você já tenha visto algum anúncio. Mas entre no canal no YouTube e no perfil no TikTok da marca. Não existem vídeos ali falando para você comprar o café, mas sim conteúdos relacionados à bebida, como receitas.

Viu? Saber os conceitos essenciais de Marketing de Conteúdo e aplicá-los da forma certa pode te surpreender. Abaixo, preparamos um guia rápido, com o essencial para você entender a área.

Quais são os conceitos essenciais de Marketing de Conteúdo?

Awareness

Em tradução literal, significa consciência. Porém, o termo é comum no marketing ao relacionar-se com brand, marca. Brand Awareness é o reconhecimento de marca ou consciência de marca. Significa fazer ações e gerar conteúdos que não têm um objetivo de venda, mas sim de tornar a marca mais conhecida. Conteúdos de topo de funil se encaixam bem nesse conceito.

B2C

Refere-se ao “negócio para pessoas” (business to consumer), que são as empresas que vendem direto para o público final, geralmente aquelas de bens de consumo. É quando você vai a uma loja e adquire um produto ou compra direto em um e-commerce, por exemplo. Isso é B2C.

B2B

É a “empresa para empresa” (business to business). O que isso quer dizer? São companhias que vendem para outras. Muitas vezes, mas não exclusivamente, a venda é de serviços, como softwares.

Branded Content

Significa conteúdo de marca. É quando uma marca gera conteúdo em vez de um anúncio. Um exemplo atual é nos sites de notícias, em que existem matérias com a indicação de branded content ou conteúdo de marca. Essa classificação indica que a matéria é patrocinada por uma empresa, mas ainda assim não é uma propaganda.

Branding

O termo está relacionado à marca, à gestão dela e como ela é vista pelo público. O branding é uma percepção, um sentimento que as pessoas têm ao ver e lembrar-se daquela marca. Envolve inúmeros fatores, como identidade visual, missão, valores, tom de voz e tantos outros mais subjetivos.

Calendário

O calendário de conteúdo é, em linhas gerais, como traduzir o planejamento em prazos. Ou seja, é ter a linha editorial transformada em postagens com as respectivas datas de publicação. Ter essa organização é fundamental, além de facilitar muito o dia a dia com a previsão do que será criado.

Conversão

É a ação final que você espera que um usuário realize. Nesse caso, pode ser a inscrição em um evento; download de um material; ou a venda em si.

Copywriting

Copywriting é a escrita persuasiva. É importante saber esse tema e entender dos gatilhos mentais, que fazem parte dessa técnica, para “fisgar” a atenção do leitor nos títulos, no início do texto, para saber conduzir a leitura e torná-la mais atrativa e até mesmo para criar a chamada para ação (CTA).

CTA

Sigla para a expressão em inglês call to action ou “chamada para ação”. Engana-se quem pensa que apenas conteúdos de venda ou anúncios devem ter um CTA. Na verdade, todo o seu conteúdo pode ter. Principalmente em e-mail marketing e mídias sociais, para incentivar a interação no conteúdo. É o famoso “clique aqui”, “leia mais”, “acesse”…

Distribuição

Saber distribuir o conteúdo é o segredo para alcançar mais pessoas e, principalmente, o público certo. Por isso, ter uma estratégia de distribuição de um artigo, um vídeo ou um podcast deve estar no planejamento e no fluxo de trabalho. Não é apenas publicar o link nas mídias sociais e esperar por acessos, mas é entender como divulgar da melhor forma em cada canal.

Engajamento

É o conjunto de ações que um usuário tem com seu conteúdo. Por exemplo, em um post no feed do Instagram, podemos considerar a soma de curtidas, comentários, salvamentos e compartilhamentos. Para calcular a taxa, nesse exemplo, deve-se somar essas ações e dividir pelo alcance (total de contas alcançadas) da publicação.

Fundo (BoFu)

É a terceira etapa de um funil tradicional, que corresponde à Conversão ou Decisão, e tem objetivo de tornar uma oportunidade em cliente. Nessa fase, o conteúdo precisa ter a intenção de venda.

Funil de Vendas

Em linhas gerais, um funil de vendas básico tem três grandes etapas: Topo, Meio e Fundo. No topo, as pessoas são consideradas visitantes. No meio do funil, são um lead que pode virar uma oportunidade, ou seja, uma pessoa interessada em uma solução. Na etapa final, o fundo, é o fechamento da venda quando a oportunidade vira cliente.

A ideia é planejar os conteúdos de acordo com a necessidade do público em cada estágio. Isso significa conteúdo de atração (Topo), conteúdo para considerar soluções (Meio), conteúdo para fechar a venda (Fundo) e conteúdo de ajuda (Retenção pós-venda, que seria uma quarta etapa do funil).

Inbound Marketing

O Inbound é o Marketing de Atração e se popularizou após a definição pelos fundadores da HubSpot, Brian Halligan e Dharmesh Shah. O Inbound utiliza o Marketing de Conteúdo como base, uma vez que é uma estratégia em que o cliente acha a empresa através de um conteúdo e é “atraído” para ela, não porque foi interrompido por um anúncio, que é a característica do Outbound Marketing.

Jornada de Compra

Refere-se aos estágios que um cliente percorre até efetivamente concluir a compra. Principalmente com a internet, é difícil que essa jornada seja linear e que todos os clientes sigam exatamente os mesmos passos até chegarem na venda. Ou seja, o fluxo de conteúdos e até anúncios varia de cliente para cliente.

Mas, basicamente, a jornada é o funil que se traduz nas etapas de descoberta, reconhecimento, consideração e decisão. Vale destacar que esse é também um modelo mais comum, podendo existir outras etapas no decorrer desse percurso.

KPI

Os key performance indicators ou indicadores-chave de performance apontarão se o conteúdo deu certo ou não. É uma forma de mensurar os resultados e relacioná-los diretamente aos objetivos de negócio. Como têm um objetivo, não são quaisquer métricas, como quantidade de visualizações, quantidade de curtidas, quantidade de compartilhamento. Precisam dizer algo mais, como uma taxa de engajamento.

Linha editorial

Esse é mais um dos conceitos essenciais de Marketing de Conteúdo e é emprestado do Jornalismo. Ao utilizar diversos canais de comunicação com o público, a forma de falar e o que produzir podem acabar se perdendo. A linha editorial é que vai garantir esse alinhamento do que falar e como falar.

Marketing de Conteúdo

É trabalhar o marketing sem pensar em venda a todo momento e em anúncios. Em vez disso, cria-se conteúdo que ajudará a empresa a ser conhecida, lembrada, servirá de auxílio a potenciais clientes, informará e educará, para só então vender. Essa última parte, inclusive, é a menor do trabalho que envolve o Marketing de Conteúdo.

Métrica

São os números que indicam a repercussão do conteúdo. Um fato é: não existe trabalho com Marketing de Conteúdo sem análise de métricas. São elas que alimentam os KPIs, que se relacionam aos objetivos de negócio e determinam se uma ação teve sucesso ou não.

Por exemplo: vamos criar um vídeo de Como (How to) bem específico no YouTube. Esse vídeo, por sua vez, deve ter link para um artigo no site mostrando a solução e o site, por sua vez, levará a um formulário de contato. A quantidade de visualizações do vídeo é uma métrica apenas. Porém, a taxa de clique do vídeo (CTR) para o site pode ser um KPI, assim como a taxa de preenchimento do formulário no site.

Meio de Funil (MoFu)

É a segunda etapa do funil tradicional e corresponde ao estágio de Consideração. Nessa etapa, as pessoas já descobriram que “têm” um problema e precisam de uma solução. Dessa forma, começam a pesquisar quais são esses recursos e quem os oferece. Traduzindo para o conteúdo, deve educar e entregar respostas, o que ajudará a empresa a ser uma opção para as pessoas considerarem.

Mídia Social

São canais que funcionam tanto para a criação de conteúdo original como para a distribuição. Por exemplo, uma caixinha no Instagram ou uma live direto na plataforma são originais. Divulgar um trecho de um podcast no TikTok ou no Reels são formas de distribuição. Em resumo, esses canais ajudam bastante na etapa de reconhecimento de marca e são uma importante ferramenta de conexão e aproximação com o público.

Persona

É a representação fictícia de quem se espera alcançar com a estratégia de marketing. Além disso, é essencial para criar conteúdo. O desenho da persona tem as informações geográficas e psicográficas do público-alvo e vai além. É um entendimento mais completo, que inclui gostos, preferências, dores e soluções que buscam. Entender isso é a chave do sucesso

Planejamento

O planejamento de Marketing de Conteúdo leva em conta uma série de fatores. Não é apenas listar posts e colocar a data em que cada um irá ao ar. O planejamento precisa incluir: entendimento profundo da persona; objetivos e metas de negócio; etapas do funil; canais e formatos de conteúdo; estratégia de distribuição; métricas e KPIs.

Público-alvo

Significa uma representação mais abrangente de quem a marca alcança, como idade, local, formação, gênero, entre outras informações gerais.

Retenção

Seria a quarta etapa de um funil, que significa reter e encantar o cliente. Em outras palavras, o Marketing de Conteúdo não acaba com o fechamento da venda. Ele continua para reter aquele cliente, que pode vir a fazer uma nova compra ou ajudar na aquisição de novos, eventualmente até se tornando um promotor da marca.

SEO

Search Engine Optimization ou otimização para motores de busca é um conjunto de técnicas ao produzir páginas na internet, principalmente em conteúdos, para que apareçam nos resultados de busca. O mesmo vale para vídeos no YouTube, que também podem entrar no ranking desses resultados.

Storytelling

É a técnica de contar uma história, com uma narrativa mais envolvente. É bastante eficaz para criar conexão com o público.

Topo de Funil (ToFu)

É a “boca” do funil, a primeira parte e a maior de todas. Significa a etapa de Atração e Consciência, composta por conteúdos mais genéricos e que não devem falar da marca ainda. Isto é, são conteúdos mais amplos, que atraem visitantes e levantam a ideia de que existe um problema, mas sem ainda entregar a solução.

UGC

User generated content ou conteúdo gerado pelo usuário. Por exemplo, são os vídeos, seja no Instagram ou TikTok, em que uma pessoa fala de uma marca, mas não foi paga para fazer isso. São os vídeos de booktokers fazendo resumo de livros, ou aqueles que mostram compras de grandes e-commerces, produzidos por não influenciadores.

Workflow

É o fluxo de trabalho, ou seja, significa criar um processo para a produção. Junto ao planejamento e ao calendário, o fluxo de criação, publicação e distribuição descomplicam a estratégia e tornam mais fácil a aplicação dos conceitos essenciais de Marketing de Conteúdo.

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